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quarta-feira, 16 de julho de 2014

/viagem ao silêncio das coisas

Apenas ouço o silêncio das coisas.
Um silêncio ruidoso como só as coisas sabem ter.
As pessoas não são assim ruidosas no seu silêncio; às vezes são distantes, ausentes; outras deveras presentes e barulhentas no seu silêncio mudo, mas ruidosas nunca.
Nunca encontrei calma no silêncio, ele esmaga-me por dentro. É um vazio pesado que nos esmaga contra a fria pedra da verdade inútil da realidade.

Façam barulho, exijo que gritem, que falem alto, que partam pratos e deixem cair talheres, que existam em não silêncio para eu me fingir presente. Para me fingir audível, para fingir ter ruído como as coisas...

As coisas têm ruído pois têm a sua função.
E eu quero ter o ruído do silêncio das coisas.

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