ta sempre a par das novidades

terça-feira, 19 de abril de 2011

/celebrate the love

so baby love me hard
so baby give me your heart
and baby let me know that you are mine
please, be my valentine
please, never let me down
and baby feel "forever" as now

i wanna scream it loud:
you are mine forever
i wanna feel it now;
be in love is really new
i wanna scream it loud:
you are mine forever
so baby take me out for celebrate

the love
tonight we'll celebrate
the love
tonight, we'll drink, dance and
make love
since this night will celebrate
the love
feel in love
making love
you're my love
you're my love
celebrate the love

so baby love me hard
you are mine forever
so baby give me your heart
be in love is really new
please, be my valentine
you are mine forever
please baby take me out for celebrate

the love
tonight we'll celebrate
the love
tonight, we'll drink, dance and
make love
since this night will celebrate
the love
feel in love
making love
you're my love
you're my love
celebrate
the love
feel in love
making love
you're my love
you're my love


kiss me more
touch me more
feel it more
love me more and more
scream for more
sweat a little more
sex no more
i said sex no more

just love
tonight we'll celebrate
the love
tonight, we'll drink, dance and
make love
since this night will celebrate
the love
feel in love
making love
you're my love
you're my love
celebrate
the love
tonight we'll celebrate
the love
tonight, we'll drink, dance and
make love
since this night will celebrate
the love
feel in love
making love
you're my love
you're my love
celebrate
the love
feel in love
making love
you're my love
you're my love

/paixão animal

Um plano fechado os labios semi abertos apontam pra cima deixando imaginar a cabeça inclinada para trás, os dentes trincam o labio inferior....

ahhhh!

O queixo é recortado e delineado e escuro com uma brava e rebelde zona peluda por desbravar ha alguns dias... O plano torna-se mais abrangente, vimos-lhe os olhos, sedentos de sangue, fixos nos meus, qual animal prestes a atacar a sua presa; e é isso que faz - ataca-me... beija-me, morde-me o pescoço, lambe-me a cara, agarra-me com força, aperta-me contra si, tenta rasgar-me a carne e entrar por mim adentro, cheira-me, prova-me... tem necessidades de mim, precisa de se fundir comigo...

A luz ténue, o ambiente meio vermelho, as sombras de dois machos na parede em luta e na cama repletos de TESÃO... escorrem agua e partilham o suor, ao agarrarem-se escorregam na humidade dos corpos... estou tão vidrado nos olhos dele, é animal é vampiresco é negro... é bom...

Que TESÃO!!!!

Uhhhhhhhh!

Os gemidos não são gemidos: são grunhos grotescos, são gritos de combate, são palavras de ordem ordinárias e provocatórias, são ordens de comando!

Issssssooooooooo!

E a violencia é permitida neste jogo; e não se para se houver ematomas ou exageros de tão loucos que estamos... queremos mais, queremos chegar a um lugar que nem sabemos que existe... a finalidade não é sexual... somos amantes de preliminares... queremos pertencer ao corpo do outro, respirar com ele, estar dentro dele por inteiro sentir o seu sangue o seu bater do peito, os pensamentos primitivos.

Maisssssssssssssss!

O plano volta a fechar-se so ambos os labios muito perto a sentirem as respiraçoes ofegantes e ruidosas um do outro e os olhos compenetrados uns nos outros a verem para além do fisico.

E por fim sorriem...

/my something

When i looked into your eyes
when i saw that you were looking at me
when i tried to get you shy
i believed it could be something


then you smiled and kept my coat,
and flirted like a pro,
i could see that who was shy was me
and I believed that could be something


now what I feel is something big
it is like a trip to other galaxies
is huge and pure now I can see
i want to believe that this "something" is you


you're now a part of myself
that part i've been missing and searching for
you're now part of my heart
my head
my soul
my dreams
my hopes
my happiness


you are my something (3x)


and when you dress my white shirt
when i notice you are smiling at me
when you kiss me with your eyes
i believe I can be your something


and now what we feel is something big
it is like a trip to other galaxies
is huge and pure now we can see
and we scream it loud "my something is you"



you're now a part of myself
that part I missed and I was searching for
you're now part of my heart
my head
my soul
my dreams
my hopes
my happiness


you are my something (3x)

/uma declaração de afectos

Saudade...
Nao sei se será a melhor forma de exprimir aquilo que quero que entendas que sinto mas pela primeira vez a saudade bate forte. Na verdade, sempre me disse ser pouco português pois este sentimento lusitano não me contagiava o peito com a mesma fervura que a todos os descentes de Viriato o faz (ou deveria).
Mas agora não.
Agora existe este vazio de alma presente, esta falta de algo nosso que a nós não pertence.
E esse algo, para mim, és tu.
É quando me afasto de ti que o sinto e logo tento recordar com carinho o teu sorriso inocente que não sabe os desejos que consegue rebentar em peitos alheios, que tento lembrar a doçura dos teus olhos e a forma como, marotos, se atrevem a ser loucos e divertidos. Ahhh e o teu cheiro e a candura das palavras doces que rebentam no meio das loucuras que dizes.
Recordo o teu sono calmo, o teu acordar, o teu sorriso matinal. Desejo o sabor da tua boca as dentadinhas apetitosas e beijoqueiras que so tu sabes dar.
É estranho... é este sentimento que me é estranho - a saudade... e não, afinal o estranho não és tu. Serei eu estranho?
E depois invadem-me dilemas e aventuras, tramas e enredos em que tu protagonizas romances e aventuras lascivas e luxuriosas com outros e rio-me. Sim, rio-me de me importar com isso. Rio-me de ser fraco e ser tão humano como não me julgava. Rio-me porque estou a aprender a olhar para outro de uma forma diferente.
Mas não há pressas nesta busca que desejo. Já não me sinto atraido pelo relógio atrasado do coelho daquele pais de maravilhas em que sempre achei que vivia. Tenho calma e essa calma ajuda-me a não desejar o fim da busca mas a apreciar a busca a cada detalhe.
E estou nervoso e gosto. E estou tonto e quero estar. E estou envergonhado, ameninado, apatetado e nada me importa tanto quanto o querer beber cada segundo que me sinto assim. Por ti. Por este novo eu que vou conhecendo. Por esta forma saudavel de redenção às vontades de um peito em chamas.
Sim, ainda não deixei de sentir o que senti nas primeiras horas que te espiei e nos aproximámos. Aquelas vontades animais, eroticas e carnais de te beber de um trago, de te trincar de desejos e de me dar a ti. Mas guardo esses desejos em mim; na tua presença sinto-me como numa hipnose profunda, embebedo-me em ti e anseio com calma que essas vontades serão saciadas num futuro próximo que me prometo que exista.
Não sei se por não me conseguir perder nos lençois esta noite ou se por ter de dizer a alguém e não saber a quem o que me aturmenta de forma tão positiva estas ultimas semanas, que te conto estes meus pensamentos que talvez devesse reservar. Mas sou, como ja to disse antes, um pequeno jovem sozinho e perdido que não sabe bem que chão tem pisado e como o deve continuar a pisar.
Se errei por te escrever esta declaração estranha de afecto, as minhas desculpas mais profundas e sinceras. Mas também são sinceras todas as outras palavras, tal como inocentes e sem qualquer oportunismo ou vontade estranha.
Apenas uma forma de explicar o que quero dizer com o tão repetido “Gosto de ti!”. Quero-te presente em mim. Hoje, agora e muitas vezes.
Talvez o tradicional correio fosse a forma mais apetecivel de te enviar tal texto, mas acho que o moderno e electronico e-mail também fará bem o seu seviço e não dará um ar incorrecto de “carta de amor”... como alguém cantou em tempos cartas que apenas levam “pedaços de dor sentidos por alguém”. E não é dor o que sinto é esperança e alegria no que me deste a conhecer: um novo pedaço de mim mesmo.
Sim é verdade que “não sei o que fazer desta saudade”. Mas no mesmo fado encontro a melhor coisa a fazer: “olhar o mar à tua espera”e tentar não lutar pois não há nada com que lutar ou pelo que lutar, mas sim, aguardar se um de nós anunciará a primavera. Aí este jogo poderá ser transfomado numa nova narrativa e então estarei a percorrer novos caminhos e a partilha-los, se não... o que tenho agora já é tanto para quê querer mais?
Um beijo

“No vento que lança \ Areia nos vidros; \ Na água que canta; \ No fogo mortiço; \ No calor do leito; \ Nos bancos vazios; \ Dentro do meu peito \ Estás sempre comigo.”

/peter pan

Abandonado no chão... um chapéu... no olho um risco negro aprofundando o eu dele mesmo. Envolto em torções e arabesques e por entre linhas suaves e continuas, longe do chão e mais perto da lua e das estrelas que já se confundem com o padrao que brilha no figurino quatidiano que traz vestido; mais perto do nunca alcançado; mais perto do futuro... mais perto do seu mundo do que outro alguém conseguiria. Perdido na inocencia suave e meiga do rosto de menino o olhar...sim profundo... profundo e perdido mas fixo! o olhar de kem nao muito viveu mas que sempre sonhou e sabe onde quer um dia, não muito longe do hoje,chegar!
Talvez perdido no agora, mas certamente sabendo o futuro, tendo como certo o plano detalhado que construiu por debaixo das estrelas enquanto voava e fazendo que pareça improvisado como que por magia torna-o simples...
e o seu olhar profundo, afinal falsamente perdido, mas fixo no seu eu amanhã, desconstroi a imagem de menino, da-lhe uma experiência não de vida mas de astucia calculada qual raposa ardilosa que sabe por onde pisa para alcançar o destino mais facilmente e longe dos perigos.
um menino homem, de corpo no mundo do real mas perdido no sonho que o torna para sempre criança e nao o deixa crescer como os simples, basico e descrente da realizaçao do que se toma hoje por impossivel e\ou inalcançavel...
Com um pensamento bom e sem quaisquer pós de uma qualquer fada ele voa. E dirige-se para a terra que nunca permitirá que deixe um dia de sonhar...

/bahhhhhh

Após uma série de interrogações feiats a mim proprio cheguei à conclusão que estou farto de estar sozinho.... de dar e querer dar ainda mais e nunca receber nada e sentir que ninguém querreceber o que tenho para dar; estou farto dalágrima presa por dentro, desjosa de escorrer pela face mas que nunca cai e magoa ainda mais; estou farto de "talvez" e ainda mais farto dos "quases"; estou farto de lugares comuns e de ser apenas mais um...

Estou farto de ser gordo de mais ou bonito de mais ou normalinho de mais ou feio de mais ou baixo de mais ou confiante de mais ou inseguro de mais ou...

Estou farto é de ser o mal da insegurança dos outros; e também do fatalismo de relaçoes passadas. Farto de comparações e de ser repelido por medos de um passado que podera regressar.


Eu sou diferente...


sério...


... nunca tive ninguém, nunca tive nada com ninguém

... nao sofro de uma relação que correu mal porque não a tive

... também não sou um qualquer tarado que apenas pensa em sexo - sou praticamente virgem


Não sou um tipo que quer usar ninguém pois o que preciso é de um relação, de algo estável... sei lá... sei que sou eu quem erra, mas não sei onde como e porquê...


Todos sofrem do mesmo mal! Ninguém tem coragem de encarar a vida com a naturalidade que ela merece.

Se cais levantas-te e segues por um novo caminho.

As pessoas têm medo de partir, com medo de cair pois aí vão-se aleijar e têm também medo de nao conseguirem erguer-se de novo e ainda medo de demorarem a encontrar um novo caminho! Então ficam paradas estáticas inertes... sem vida... sem presente...


Devíamos somente pensar em seguir em frente e não estar parado... este pode ser o caminho certo, a escolha acertada...


Porquê tanto medo? Se se cai levanta-se... Toda a gente sofre por antecipação e ainda obrigam os outros que querem andar e mover-se e seguir em frente a tropeçar neles que não se movem e a sofrer também!


"levanta-te e anda" mexam-se!!!!!!


O futuro encontra-se à frente e o passado está já atrás e o presente é um mero instante de tempo e quem luta pela inércia não tem presente, não tem vida!

/umas mãos cheias de mim ou sexo? agora sim, obrigado

Sento-me numa esplanada; ao fundo um casal jovem sorri... os labios bem rasgados, a gargalhada chega-me com a brisa; as roupas minísculas da praia levam a que outros toques acordem e a que outras vontades despertem... um bar, a mesma cena, os copos soltam, o verao ajuda e eu sinto-me mal...
Detesto casais! Detesto os beijos! Detesto as carícias dos outros...
...tudo porque não tenho os meus beijos, as minhas carícias, as minhas vontades correspondidas...
A libido rebenta e rebenta agora, não dá para aguentar mais, não muito mais... preciso de alguém - de um carinho de um abraço de uma festa de uns labios de umas mãos cheias de mim...
Eu quero beijar, beijar muito, tocar bastante,mordiscar lóbulos e lábios, sentir o sabor da pele, sentir o cheiro do corpo, ouvir aquela respiração que exige que nada pare... quero que me arranhem a nuca e me puxem o cabelo, quero sentir as unhas nas costas, os dentes no pescoço, a lingua no ouvido, a mão a entrar por dentro das calças, a boca a descer o peito, a passar pelos mamilos, a rodea-los, uma suave dentada, um sopro, a língua a continuar o seu percurso, descendo descendo... a mão dentro das calças a outra que arranca o cinto, uma dentada seca que arranca os botões... a boca, a lingua, os dentes, os labios nele... eu quero eu preciso eu desejo ...
Sexo? agora sim, obrigado....

/15 minutos

Há um calor que me chega e não me abandona... um calor presente quando chego a casa e me deito... Tento dormir e não consigo. Não há suores nem transpiração, não há a vontade de abrir a janela e deixar entrar a brisa suave da madrugada. Há sim a vontade de me abrir a mim mesmo e deixar o meu interior apanhar um pouco de ar; de o oferecer ao mundo... de um grito...
Há a vontade de estar na praia à espera que o sol nasça, uma vontade de o ver aparecer por entre os edifícios e os montes explorando cada pedaço de breu com a luz da manhã enquanto eu exploro caminhos nunca antes percorridos e me deixo explorar por mãos e beijos que também desconheço...
Há a vontade mas falta a oportunidade e o desejo ou a coragem de arriscar na hora certa, no momento oportuno. Falta-me o onde e com quem arriscar... ela... não... não sou digno de pensar nela...
Oh, não posso recordar mais o seu olhar distante e rebelde de quem quer desbravar o mundo mas sem sair da sua redoma; não por receio... nem sei bem o porquê mas não pode ser medo... ela tem resposta pronta, é directa e objectiva... e sem querer faz qualquer um apaixonar-se por si em pouquíssimo tempo. O sorriso rasgado, o olhar por cima do ombro, a sua postura, o sorriso malandro, a forma como a vejo e imagino em câmara lenta, o seu pequeno sorriso cúmplice, a sua meninice, a juventude bem aproveitada, o chegar a mulher, uma mulher de saltos, de cabelo solto, de um andar gingando minimamente as ancas enquanto anda (o que se torna mais evidente quando dança); e quando dança é só para mim, mais ninguém está presente, mais ninguém me importa... e sonho, sonho que quando dança me seduz e que me chama para me juntar a ela e que me oferece toda a sua sensualidade... E imagino-a num cenário bem diferente: um vestido de alta costura que escorrega pelo seu corpo nu e o seu olhar de falsa inocente que rompe logo em chamas e me chama ao longe como se me sussurrasse ao ouvido e eu entrego-me...
Sei que não a amo, nem sei se poderei chamar paixão... talvez uma tesão constante... e uma vontade... um desejo...
E fico feliz por a poder ver todos os dias... é o melhor momento do dia quando apenas os dois sem mais nada nem ninguém nos despedimos. Custa partir mas é óptima a sensação de partilhar aquele momento...
Espero todos os dias por aqueles minutos... aqueles quinze minutos de final do dia...

/episódios

Após o jantar, tomou um longo duche, depois, ainda de toalha à cintura, e como ainda tinha tempo, pôs o seu Cd favorito (uma qualquer colectânea pirata que lhe tinham oferecido) na aparelhagem e sentou-se na cadeira em frente do computador, pensou... escolheu a sua melhor roupa, pôs o melhor perfume, fez a barba e penteou o cabelo...
Sonhava ser aquele tipo de rapaz que qualquer rapariga deseja. Corpo musculado e moreno durante todo o ano, olhos verdes e o cabelo alourado, faria as meninas suspirarem, quando o vissem a sair da sua mota, a tirar o capacete e a ajeitar com as mãos o cabelo. Sonhos...

...


O telemóvel toca... mensagem... vou ver...


"Meu amor adoro ter 1 filho lindo perfeito e maravilhoso como tu obrigado. Mtos pais gostariam de ter um filho como tu mas eles k se fodam fui eu q te fiz!...bj"

/odeio-me e adoro-me

P: E tu moras num sitio bonito?

M: Mais ou menos. Não tem bairros, só casas normais mas não é nada de especial.

P: A minha casa é fantástica.
É toda amarela: por dentro e por fora; os móveis são rústicos, de madeira antiga, a cozinha é de tijolo de burro; a minha cama é de ferro e é enorme... é uma casa de 1º andar e tem vista para o campo onde andam uns cavalos a correr e ao fundo ainda consegues ver o rio...
É perto da praia e do campo e do pinhal...
A rua é super antiga e o carro anda aos solavancos...
Mas aquilo é calmo de mais para mim.

M: Adoro casas rústicas, adoro decoração antiga!

P: Eu também!

M: Eu adoro o barulho da cidade, as luzes, a noite...

P: Devias era ver a minha cama: é de ferro e é enorme com grades e tudo e tudo e tudo!!!!!

M: Aliás gosto de misturar decoração antiga com mais moderna...

P: E muitas velas e a lareira... É lindo!!! Do género de casa de praia romântica
É fantástica!!!
E cenas afro por todo o lado!
...Também adoro a cidade. Eu queria morar em Nova Iorque!!!!

M: Bem, quem não queria?
Tipo cenas assim, como me estas a contar que a tua casa é, são fixes para passar um fim-de-semana romântico...
... agora para viver é capaz de ser secante...

P: Não é secante mas é calmo de mais...

M: O que fazem lá para se divertirem?

P: Falo muito com a minha mãe e vemos TV e filmes juntos... lemos muito...
Divertimo-nos muito um com o outro: dançamos, cantamos, andamos à porrada como miúdos, contamos histórias, discutimos o dia a dia, discutimos musicas espectáculos filmes series livros... E depois aparecem as minha prima, elas aparecem sempre... passam por lá qual tornado, rebentam tudo e tão depressa como chegaram desaparecem e fica apenas o silencio...

M: Não tens irmãos?

P: As trocas de olhares com a minha mãe e os sorrisos de aprovação por gostarmos tanto uns dos outros...
Só da parte do pai...

M: Deve ser mesmo difícil para a tua mãe agora ficar lá sozinha... e para ti também... vocês estavam habituados um ao outro!
Sabes... um dos meus sonhos como mulher é ter filhos e alguém para amar e ser amada...

P: Eu não acredito no casamento!

M: O que realmente importa é estar com a pessoa...

P: Nunca irá ser eterno...

M: O amor não é eterno, não dura... quando o fascínio inicial acaba o resto perde-se com o tempo.

P: Eu nunca vou amar ninguém para além de mim mesmo.

M: Nós, seres humanos, temos um fascínio natural por nos mesmos.
Seria falsa se não admitisse que me adoro profundamente e que passo horas ao espelho e penso nos meus interesse.

P: Eu odeio-me e adoro-me!!!!

/diário de um revoltado consigo próprio (amem-me que eu preciso)

É quase uma da manhã e não consigo dormir... amanha a aula de clássico não vai esperar que eu acorde...
E é nestes momentos, onde ninguém está presente senão eu mesmo, onde ninguém me ocupa a mente, onde só eu existo e nada mais, é nestes momentos que vejo o quão só estou...
O pior? Fui eu quem escolheu estar sozinho... De modo algum, não pensei que estaria e que me sentiria assim, nem que iria achar penoso estar deste jeito. Sempre pensei que necessitava do meu espaço e nunca quis partilhar nada de nada... nem o espaço, nem os objectos, nem mesmo os pensamentos e\ou sentimentos- NADA!!!!
Sempre solitário e escorraçando da minha vida todos os que me tentaram alertar...
Não sei o porquê nem percebo quando comecei a aperceber-me desta solidão que me persegue...
Quando era miúdo adorava ser o centro das atenções, não o nego ainda hoje adoro agarrar um bom publico... é sempre bom quando todos se calam e te ouvem... Conseguiste cumprir o teu objectivo: és a estrela a luz que os guia que desperta sorrisos... não, não sou engraçado, mas desperto sorrisos...
Normalmente conto as minhas historias... aquilo que me acontece todos os dias e as coisas loucas dos dias mais excêntricos... Comigo acontecem-me sempre coisas loucas...
Ok, admito que por vezes é preciso colorir o conto, mas tudo para o bem do publico e para que eu tenha publico...
Detesto não ser o melhor... detesto que haja sempre alguém melhor que eu, que absorve as pessoas com outras historietas que não interessam a ninguém... detesto - odeio não ser a pessoa mais importante do mundo!!!!!


egocêntrico? Não... eu sei que o mundo não gira à minha volta!

convencido? Sei bem quais os meus defeitos... sei que os tenho e que não sou fantasticamente perfeito!

vaidoso? Sim, mas quem não é?

Não sou cínico, adorava ser o melhor - sei que não sou mas luto para ser cada vez melhor... melhor que eu próprio e chegar o mais próximo da perfeição... não quero ser melhor que ninguém, simplesmente quero ser O melhor...

Um dia serei perfeito... o mais perfeito de todos... e já ninguém se ira importar se sou ou não egocêntrico... todos vão querer beber as minhas palavras, devorar os meus movimentos, crescer com as minhas historias pensamentos... todos vão querer saber quem sou quem fui e o que faço!!!

fama? Não... não me interessa!

Respeito e Devoção? Quem não sonha em ser um ser amado por todos; mesmo que incompreendido, amado por todos? Eu admito! Eu sonho !!!

Amem-me que eu preciso!!!
Mas por tudo isto entendo o que me dizias quando me chamavas à razão e pedias para acordar, para crescer, para acreditar em ti e partilhar... eu estraguei tudo, estraguei mesmo... tu nunca serias minha, realmente minha nem eu seria teu... esse não era o objectivo; mas sim partilhar a vida, os passos, os sorrisos e as lágrimas. Era esse o teu e devia também ser o meu objectivo!!!!!!!!!!
Mas, como sempre, já é tarde e tu não esperaste por mim e agora tenho de dar mais um passo em frente ou até mais alguns atrás e descobrir-me e partilhar!!!!!!!!!
Não sei se já estou preparado para dar... mas para cair estou e para bater de frente também... só não sei se quero dar-me, oferecer-me, partilhar-me...

Mas não quero esperar, quero viver...


Mas quando percebemos que o amor nunca nos bateu à porta, quando nos sentimos sozinhos, quando já não temos a quem contar os pensamentos mais íntimos, as ideias mais loucas, os desejos mais secretos, aquela piada de manha que ninguém acha graça, quando o nosso quarto encolhe com o passar dos segundos, quando o peito arde e o coração chora, quando no meio de uma multidão estamos sozinhos, quando a vejo em todo o lado e não a sinto ou quando a sinto e não a vejo em lado nenhum, quando ela esta lá e eu não posso estar ao seu lado a segurar-lhe o braço, a sorrir com ela ou mesmo a chorar com ela, quando a vejo chorar e não lhe posso parar as lagrimas, quando os meus beijos não podem beber o seu sabor, quando choro e digo não saber o porquê... quando bebo por beber... quando não a tenho comigo, não a sinto minha e não me sinto de ninguém...

... choramos e sentimo-nos encurralados pela própria vida!

E agora? Há que dar graças por tudo o que temos de fantástico e nunca agradecemos, de sorrir aos que normalmente quase ignoramos, não ter medo de mostrar as lágrimas e tentar cada vez mais tirar a máscara... talvez seja bom ter conversas toscas e rirmo-nos das nossas parvoeiras... hehehe
Amar a vida, amarmo-nos e esperarmos que nos amem como precisamos...

Mas primeiro dar-nos a conhecer...

/sexo? não obrigado

Eu tenho o meu tempo... demorei para dar o meu primeiro beijo e irei demorar a crescer... demorei até perceber quem sou e como sou mas cheguei lá... quero cair e tentar levantar-me sozinho...
Sexo? Porquê o sexo? Porque é o sexo tão importante?
De momento a resposta é: não obrigado...

/diário de um revoltado consigo próprio (talvez não amor)

“(...) penso nela a cada minuto de cada dia. Penso nela quando durmo, quando acordo, quando estou a fazer outras coisas. Até penso nela quando estou a cozinhar... sobretudo quando estou a cozinhar. Penso nela a sorrir, a franzir a testa, penso na boca dela, penso nas sardas alaranjadas que ela tem nos ombros. Tenho conversas imaginárias com ela.(...)” (RECEITAS DE AMOR)
.....
O sol já cruzava o mar e ele ainda não tinha chegado. Ela há muito que não acreditava que aquilo podia resultar... ele não passava de um miúdo que não tinha qualquer noção de sentimentos e ela, sem compreender o porquê, sentia algo que já não lhe preenchia o coração há muito e era ele a causa de tudo isso...
Decidiu esperar um pouco mais... afinal só tinham passado duas horas... quem queria ela enganar... ele não viria...

Quando estava prestes a sair de casa, apercebi-me que as coisas tinham chegado a um ponto que se avançasse agora não teria como recuar. Era preciso tomar uma decisão e era notório que não iria assumir alguma coisa.
Eu nunca assumia nada... não era algo do meu tipo... decidia-me sempre por desistir daquilo que não compreendia e pelo qual não tinha pleno controlo e esta era uma dessas situações...
Ela teria de compreender as minhas razões...(mais uma vez as minhas estúpidas ideias) Mas ela não iria perceber que eu realmente sentia algo forte e que apenas não a queria iludir pois não seria um sentimento eterno. Não, ela não se podia comparar a todas aquelas que eles usam e deitam fora... ela era diferente, eu gostava dela... mas talvez não fosse o suficiente... sabia que não iria dar certo- não queria que desse certo!

"DE UMA COISA PODEMOS TER CERTEZA: DE NADA ADIANTA QUERER APRESSAR AS COISAS; TUDO VEM AO SEU TEMPO, DENTRO DO PRAZO QUE LHE FOI PREVISTO, MAS A NATUREZA HUMANA NAO E MUITO PACIENTE. TEMOS PRESSA EM TUDO, AI ACONTECEM OS ATROPELOS DO DESTINO, AQUELA SITUACAO QUE VOCE MESMO PROVOCA POR PURA ANSIEDADE DE NAO AGUARDAR O TEMPO CERTO. MAS ALGUEM PODERIA DIZER: MAS QUAL E ESSE TEMPO CERTO??? BOM, BASTA OBSERVAR OS SINAIS... QUANDO ALGUMA COISA ESTA PARA ACONTECER OU CHEGAR ATE SUA VIDA, PEQUENAS MANIFESTACOES DO COTIDIANO, ENVIARAO SINAIS INDICANDO O CAMINHO CERTO. PODE SER A PALAVRA DE UM AMIGO, UM TEXTO LIDO, UMA OBSERVACAO QUALQUER; MAS COM CERTEZA, O SINCRONISMO SE ENCARREGARA DE COLOCAR VOCE NO LUGAR CERTO, NA HORA CERTA, NO MOMENTO CERTO, DIANTE DA SITUACAO OU DA PESSOA CERTA!!! BASTA VOCE ACREDITAR QUE NADA ACONTECE POR ACASO!!! LEMBRE-SE QUE: O UNIVERSO SEMPRE CONSPIRA A SEU FAVOR, QUANDO VOCE POSSUI UM OBJECTIVO CLARO E UMA DISPONIBILIDADE DE CRESCIMENTO" (Paulo Coelho)

/diário de um revoltado consigo próprio (um ano antes)

Chega-me uma incerteza... não sei se estou preparado para avançar, se tenho competência suficiente para continuar, se mereço o que me está a ser dado. Agora ao analisar a minha situação apercebo-me de que já tomei esta decisão há muito tempo e nem deixei algum espaço para viver a vida, para me divertir e crescer....

Agora uma pergunta atormenta-me cada vez mais:

Quem sou eu?

Esta pergunta inquieta-me há já bastante tempo e nunca descobri resposta para ela. Agora, não sei bem porquê, ela atormenta-me mais e mais. Talvez sejam os dias quentes de verão, ou talvez a duração dos dias, ou mesmo as calmas noites e o só ver passar da lua. Talvez nunca saiba o que é mas sei que é agora que dói e que é agora que sinto que tudo tem de acontecer... só não sei o que é tudo nem o que quero que seja.

Sinto-me só e com vontade de ter companhia, não estou na fase de que quero estar sozinho e tudo o que os outros me dizem é um erro do caraças. Agora acho que o que sempre pensei estar errado neles é o mais correcto – e ser jovem é isso: arriscar, viver ao máximo, lembrar Horácio e a sua filosofia...

Neste momento quero ser jovem, talvez alterar completamente a minha vida, os meus horizontes, os que me rodeiam e tudo o que faz parte de mim.

Quero encontrar uma nova forma de vida, de analisar o mundo de forma mais liberal, mais masculina, talvez mais sexista!!!



Normalmente a luta por um amor verdadeiro não é uma batalha travada por homens, diz respeito unicamente ao sexo feminino que sonha com um príncipe encantado, com a perfeição de sentimentos, com o “é ele!” que estala ao ouvido no momento certo, com o saber ser correcto o que mais pensa ser incorrecto... mas estes são sentimentos que também me incomodam a mim...


Tal como uma “menininha”, eu acredito no momento certo, no amor adequado (não no certo ou eterno, pois nada é eterno), acredito num olhar que nos prende, num intelecto que nos surpreende; e ao contrário dos “meninões” rejeito a conversa de engate, o encontro forçado, detesto raparigas fáceis e odeio gabarolices másculas.

Na realidade tenho de admitir que o meu... estilo... o meu modo de agir – isso não lhe posso chamar pois acredito num amante que encontra o amor passivamente- a minha ideia cavalheiresca de analisar o amor é inútil num mundo onde os homens se apelidam de metrosexuais, fantasiando-se de seres que compreendem a mente das mulheres, continuando a agir como cavalos em duas patas, e onde mulheres querem ser cada vez mais “livres” – ler-se “cada vez mais cavalo = homens”.



É com enorme tristeza que nos últimos momentos me tenho apercebido que a minha... teoria (sim, finalmente a palavra certa) está fora de contexto. As mulheres gostam de homens cavalos- belos arranjadinhos selvagens e rudes- e os homens continuam como sempre a gostar de mulheres (ponto – uma qualquer serve).

Eu gosto de um tipo de mulher- a que goste de mim, a que me chame a atenção, a que preencha intelectual e sexualmente e não poderá ser uma mulher de um momento só...





Fartei-me de pensar assim...




Já tenho dezoito anos; nem uma rapariga chega aos dezoito com estas ideias, tenho de mudar de... teoria... tenho de me inovar, ser mais século XXI, alargar os horizontes e experimentar...

E neste momento acho que estou a avançar para uma etapa sem passar pela anterior. Sempre fui um puto, realmente puto, mergulhado em pensamentos interiores, futilidades, sonhos infantis e depois penso no futuro ainda agarrado ao passado, querer ser homem sendo ainda uma criança e nunca ter passado pela verdadeira adolescência, sem nunca ter tido grandes aventuras, ter pisado com força o risco, enfrentado medos, errado sem receios... e agora acho tarde mas necessário, pois é preciso fazer isto, ter corrido estes riscos que a partir dos 121314 todos têm. E se é agora, aos 18, que me apercebo disto, então é agora que tenho de viver a vida ao máximo.

Tenho de me conhecer, de me encontrar, tenho de perceber quem sou e encontrar outros gostos e outras prioridades, pois o futuro que desenhei para mim não é o mais certo, talvez mesmo dos mais incertos e se me agarro unicamente a ele vou correr o risco de eu ser exclusivamente o meu sonho e eu não quero viver para algo que só existe dentro de mim.

Ok, não estou a dizer que quero abandonar a dança, apenas não quero viver só para isso, preciso de um tempo, de conhecer outras “miúdas”, estando com esta que sempre me acompanhou ao mesmo tempo... quero conhecer o mundo, todo o mundo e não só o que rodeia o meu sonho. Quero sair, apanhar uma cabra, conhecer alguém, fazer merda, optar por não a fazer...



Tudo o que realmente conheço da vida foram os outros, a TV e os livros que me contaram... eu que nem sei o que é o amor, o que é um beijo...

Vivi muito fechado dentro de um casulo com medo de enfrentar os outros, culpando-os pelos meus problemas e os meus defeitos. Hoje acordei e percebi que sou eu que estou errado e nunca fiz nada realmente por mim, fui eu que me fechei na sala de dança e não quis saber de mim, fui eu que me escondi de mim e dos outros.... E mesmo que esse EU seja um assassino, um cabrão, um reles, um revoltado, então só tenho de o aceitar e dar-lhe as boas vindas, agora só tenho de preparar a sua chegada seja lá ele quem for.

Depois analisarei com cuidado e perceberei se devo regressar ao meu antigo eu ou continuar a explorar este novo ser. Talvez deva procurar a diversão enquanto jovem e voltar ao meu eu apenas quando a altura certa aparecer...

É tempo de relinchar, mas primeiro terei de aprender! Vou arriscar e se conseguir serei feliz e o dia nasce de uma forma diferente amanhã; o mundo que espere por mim pois eu vou agir!!!!

/diário de um revoltado consigo próprio (eu)

Eu normalmente quero ser o eu que realmente sou, não aquilo que os outros querem que eu seja... eu sou eu mas também sou um outro que quer ser o eu que o meu eu é!!! (soa a Pessoa... mas em mau... em muito mau!!!)
Se eu fosse uma pessoa normal teria alguém que me apoiasse nos momentos mais difíceis, alguém em que pudesse encostar a cabeça, chorar, desabafar, alguém que me compreenderia, me aconselharia, que gostaria de mim....
Se eu fosse uma pessoa normal teria alguém para me divertir, teria alguém que me odiasse, alguém que me ignorasse, teria alguém...
Se eu fosse uma pessoa normal teria um lar, onde poderia dormir, onde teria espaço para mim...
Se eu fosse uma pessoa normal não sofreria tanto, pois tinha alguém que me apoiaria. Se eu fosse uma pessoa normal saberia viver cada dia como o último. Se eu fosse uma pessoa normal morreria todos os dias para renascer no outro. Se eu fosse uma pessoa normal gostaria de sair e estar com os amigos. Se eu fosse uma pessoa normal não teria tantos desentendimentos com o mundo em geral. Se eu fosse uma pessoa normal aceitaria a opinião dos outros, respeitando-os.
Se eu fosse uma pessoa normal gostaria de escutar mais e falar menos.
Se eu fosse uma pessoa normal teria uma vida melhor.
Se eu fosse uma pessoa normal não seria eu.
Tenho de aprender a ser diferente!!!!
Gosto de dançar e sou o que danço (e espero que os outros percebam o que sou quando danço), mas ao agir com os outros, no dia a dia, sou uma outra pessoa, alguém socialmente melhor; alguém que obedece aos cânones desta sociedade mediana em que nos habituamos a viver... por isso deixo de ser eu mesmo para passar a ser alguém que todos querem que seja e que não me importo de ir sendo...

Gosto de ler e ver filmes, gosto de ouvir musica por acaso na radio, adoro cantar e desafinar e não me importar com isso, gosto de ir ao teatro, adorava já ter ido à opera e ainda n fui!!!!! (grrr) Gosto de estar numa sala de cinema a ver uma comedia romântica foleira(pindérica) ou discutir um grande filme ou um espectáculo com um outro apreciador...
Adoro o MAR, adoro a LUA!!!ADORO A LUA CHEIA REFLECTIDA NO MAR À NOITE (ai as saudades...)
...adoro pele morena, adoro o sabor a sal que arde nos lábios, que dá vontade de os trincar e adoro a alegria erótica do verão, mas também gosto do dourado do outono e a chuva miudinha que vai caindo sobre as folhas também elas caídas, e eu no sofá antigo de comando na mão a ver uma serie qualquer na TV e a lareira a crepitar...
Gosto de músicas de natal mas odeio a época...
Gosto do PALCO!!!! gosto de estúdios de dança... gosto da sala do teatro...
Mas tento falar de dança e dou por mim sem conseguir exprimir aquilo que sinto em relação ao que faço todos os dias, ao que dediquei toda a minha vida e ao futuro em que apostei....
Não, não quer dizer que esteja arrependido das minhas escolhas, nada disso... apenas me é difícil passar para palavras tudo aquilo que a dança significa para mim. Eu danço quando me sinto super alegre e não sei como exteriorizar isso, danço quando estou de rastos e muitíssimo deprimido, danço para me animar, para me acalmar, para mostrar aos outros quem eu sou, para pedir ajuda quando preciso, por adorar sentir o movimento no corpo, ou as dores das aulas de técnica, danço porque adoro fazer parte de alguma coisa, danço e sonho com um grande palco, danço e penso nos aplausos, danço e irrito-me por ser tão mau ["Dormir menos. Rotina matinal. Treinar o dobro cada grand battement para ganhar controlo e força. Nove ou dez piruettes.(...) Fazer caprioles virado de frente para o espelho em vez de o fazer de lado.(...) Rotações de triplos assemblés. Trabalhar fraseado. Os outros gostam de dar uma dentada para ver se eu sou de ouro ou de latão. Deixá-los. Hão de partir os dentes, de qualquer das formas."](O BAILARINO)

Gosto de estar sozinho... gosto d estar rodeado de amigos... gosto de conhecer pessoas diferentes...
Gosto de cafuné... de festas atras das orelhas, do toque de dois narizes, de pequenas mordidelas... gosto de beijos... gosto mesmo muito de beijos e é pena só perceber isso agora. Gosto do toque de dois corpos, do contacto da pele... gosto de ter alguém que goste de mim... Gosto de estar apaixonado e gosto de quem me trata bem não esperando nada em troca... gosto de saber com quem contar e gosto de saber que tenho alguém com quem contar!
Gosto de gostar
gosto...

/diário de um revoltado consigo próprio (era uma vez)

Era uma vez um menino muito pequenino. Ninguém lhe ligava, ninguém reparava nele, ninguém o conhecia...
Um dia o menino cresceu e disse “ESTOU AQUI!!!!”, todos olharam para ele e quiseram saber quem era, de onde vinha, para onde ia... Nesse dia um grupo de outros meninos disse-lhe “Anda, vem connosco!”, ele olhou, pensou e por fim... rejeitou!!
Por que terá rejeitado a amizade de outros meninos, ele que sempre viveu só, teria agora alguns amigos, ele que sempre os observou, queria desaparecer dali naquele momento. Será que não tinha coragem para enfrentar a amizade, será que os outros só gostavam dele por ele ter crescido, será que os outros gostavam mesmo dele, será que o conheciam...
Era uma vez um menino, agora é um rapaz. Todos sabem o seu nome, ele não conhece ninguém e ninguém o conhece...

Passou a viver num mundo triste, solitário, medonho, um mundo onde se tinha de caminhar por selvas de angústia, vaidade, preconceito, ignorância e criticas negativas; salvando-se ignorando tudo e todos.

Mas esse mundo teria de mudar, abrindo portas a visitantes de outros mundos. Conhecer gente nova com novas e inovadoras mentalidades, aprender a amar, a respeitar, a ser amigo, a comunicar, a ser amado, compreendido, respeitado, mas também aprender a julgar, a detestar, a odiar, a sentir ciúme, inveja, raiva...

Viajou então para outros mundos onde foi bem recebido, acarinhado e amado, deu-se a conhecer a novos povos, respeitando os novos costumes e ensinando os seus. E assim aprendeu que em todos os mundos o céu e o mar são azuis, que a areia é constituída por minúsculos pedaços de pedra, que a música é uma constante, podendo ser diferente, mas existindo em todos eles...
“Já não é no meu mundo que gosto de estar, mas sim no dos outros para com eles alguma coisa poder compartilhar!”
Era uma vez um menino, agora é um rapaz. Todos sabem o seu nome, ele encontrou o seu caminho e aprendeu a respeitar as diferenças e aceitou também as suas...
Era uma vez um menino que agora em rapaz já não tem medo de se dar a conhecer aos outros... mesmo estes não o compreendendo e ele não os compreendendo, já sabem todos partilhar o mesmo espaço e discutir as diferentes ideias... ele aceita as acusações e opiniões dos outros mas também dá a sua palavra... ele ouve as criticas e tenta melhorar com elas mas também bate o pé a ideias inúteis e preconceitos baratos...
Um ser que, hoje, viaja por entre mundos e retira o que de melhor há em cada um e não se modifica mas evolui.
Este rapaz aprendeu que há bem e mal e como os usar em proveito próprio... aprendeu a contar consigo mesmo... continua a ser ele mesmo consigo próprio - sempre... mas conhece as diferenças e aceita-as... nem sempre fora assim...

/e tudo mudou

A chuva caía,
O vento soprava,
O lume ardia,
O menino, sozinho, chorava,
Mas nada mudava...

O velho,
Num banco de jardim sentado,
Sabendo que a sua hora viria,
Pensava no dia em que chegara
Pensava no menino que era
E no velho que encontrara...

A chuva caía,
O vento soprava,
O lume ardia,
O menino, sozinho, chorava!
Mas nada mudava...

A criança,
Num beco perdida,
Um velho procurava,
Pensava no dia em que partiria,
Pensava no velho que seria
E na criança em que se encontrava...

A chuva caía,
O vento soprava,
O lume ardia,
O menino, sozinho, chorava!
Mas nada mudava...

Velho e criança se encontraram,
A criança,
No banco de jardim se sentou,
O velho,
Para o beco voltou,
Encontrando outro velho
Que pelo banco passou...

A chuva parou,
O vento abrandou,
O lume, alguém o apagou,
O menino gritou,
E tudo mudou...

/amor e perdição

Pk ék o teu nick é perdição?
Pk ék o teu é amor?
Ddtc?
Da janela k tá em frente à tua!
Não! Ès akela brasa k passa as noites a fazer abdominais?
Olha kem fala, menina “Canto e Danço em Frente ao Espelho”.
Perdição, Kalé o teu nome?
Simão, e não gozes eu sei ké piroso.
Teresa.

Teresa vira-se, neste momento, para a janela do seu quarto e acena.
Simão é aquele tipo de rapaz que qualquer rapariga da Secundária José Loureiro Botas (a que frequenta) deseja. O seu corpo musculado e moreno durante todo o ano, devido à pratica de surf, os seus olhos verdes e o seu cabelo alourado, fazem as meninas suspirarem, quando o vêem a sair da sua mota, a tirar o capacete e a ajeitar com as mãos o cabelo.
Mas Teresa, apesar do amor que sentia por ele desde criança, nunca o tinha abordado; tudo bem, foi obrigada a falar com ele quando o seu cão fugiu para casa de Simão e ela o teve de ir buscar; mas nunca teve coragem de lhe dizer o que sentia.
Simão também tinha reparado em Teresa... e oh se tinha... Quem não repara num metro e setenta de perdição, num longo cabelo negro, nuns lábios carnudos e curvas perfeitas? Mesmo só o facto de ela ser uma mulata de olhos azuis já despertava a atenção. Apenas os dezassete anos de Teresa intimidavam o jovem de dezasseis, mas agora havia ganho coragem e escolheu a Internet como forma de abordar a sua vizinha. Mas não pensem que foi só clicar no rato e “voilá”, olá Teresinha! Não... Primeiro teve de saber o “nick” de Teresa e em qual “chat” ela teclava. Para o descobrir “raptou” o intelectual da turma da mulata (um daqueles que todas as turmas têm, que tem medo de tudo e todos e responde ao que for preciso) depois foi só escolher um nick que agradasse Teresa, foi quando pediu ajuda a Mariana, uma amiga dela que era louca por Simão. Mariana disse-lhe que o rapaz pelo qual Teresa se interessaria teria de ser uma verdadeira perdição, e foi esse o nick escolhido por Simão: perdição.
Enquanto pensava nisto o jovem vê Teresa que se vira e acena. Simão sorri, fazendo com que os seus olhos meigos brilhassem de alegria.
Marcam finalmente o encontro que há tanto esperavam e confessam a ansiedade que sentem por ele. Estariam juntos por volta das 23h00 no bar perto do areal da praia.
A saída de Simão foi fácil. Após o jantar, tomou um longo duche, depois, ainda de toalha à cintura, e como ainda tinha tempo, pôs o mais recente cd dos Pearl Jam na aparelhagem e sentou-se na cadeira em frente do com#@£§"#$%!!!dor, olhando fixamente para a janela de Teresa, esperando vê-la uma última vez antes do encontro nocturno; como nada conseguiu, escolheu a sua melhor roupa, pôs o melhor perfume, fez a barba e penteou o cabelo, disse um “Adeus, não esperem por mim” aos pais e bateu com a porta, dirigindo-se para a sua moto.
Quanto a Teresa, esta passou a tarde entre vários “por favor” e “eu prometo”, tentando convencer os pais de que a saída não correria mal e que se portaria bem. Mas de nada adiantou, os pais não a deixaram ir. Por azar, tinha-se esquecido de pedir o número de telemóvel a Simão.
Desesperada telefona à sua amiga Mariana, à qual pede que vá ao encontro de Simão e lhe explique o porquê da sua ausência. Mariana aproveita este pretexto para se aproximar de Simão.
Ao chegar ao bar procura-o com o olhar, encontrando-o em frente do Barmen. Dirige-se para ele e após um “Boa noite, lindo!” e não obtendo resposta tenta fazer conversa:
- Então, por aqui sozinho?
- Não, estou à espera de uma miúda!
- Quem? Pode-se saber?
- Da Teresa.
- Pois... então tenho...más notícias para ti!... A Teresa, hoje, foi ao cinema com o João... o da turma dela. Foram ver aquele filme novo... o romântico... com aquela que ganhou um Oscar o ano passado...
Mas Simão já não a ouvia. Tudo não tinha passado de uma mentira; e uma mentira daquelas que faz partir o coração.
Devem estar, certamente à espera, caras ouvintes, que Simão, triste e amargurado vá para casa e chore e recorde eternamente este dia. Mas como não estamos no séc. XVIII, mas sim no XXI, isto não acontece.
Simão parte, sim, para uma ronda de martínies, vodkas, eristofes, imperiais e coisas que tais. Deixando-se levar pela loucura do álcool, arrasta aquela que ainda lhe dá atenção, Mariana, para a casa de banho, onde, após beijos e carícias, a roupa “escorrega” para longe dos corpos mas, apesar das intenções promiscuas de ambos os jovens, o efeito do álcool acaba com todo ... “romantismo” que ainda existia. Como era a primeira vez que tal acontecia a Simão, este veste-se rapidamente, acabando por arrancar de mota mesmo sem a camisa vestida.
Eram quatro horas da manhã e não existia qualquer movimento na estrada, Simão acelerava e pensava como tinha sido estúpido ao ponto de acreditar numa conversa de net com uma rapariga mais velha; mas ela não o ia fazer de parvo.
Ao chegar a casa, corre para a janela do seu quarto e, ao abri-la, grita a Teresa e mostra-lhe o seu descontentamento com a atitude que ele pensava que ela tinha tomado. Teresa, não percebendo, diz-lhe que a culpa havia sido dos seus pais. Simão não entende, mas também não discute pois neste momento, ambas as famílias estão à janela a reclamar o barulho e a ordenar a seus filhos que regressem de imediato aos seus quartos, prometendo uma longa conversa para o dia seguinte.
Ambos os jovens obedecem aos pais. Simão coloca os auscultadores e põe a música o mais alto que consegue. Teresa atira-se para cima da cama e chora durante toda a noite.

A Mariana contou-me o que fez.
Ela tb m ligou a desculpar-se.
Todas as miúdas são loucas por ti.
Desculpa akela cena d’ontem à noite.
Deixa lá. Mas prometes k de hoje em diante vais-te portar melhor.
Ñ digas mais nada.
Pk?
Eu preciso de pensar, toda esta história fez-me ver k sou um puto.
E?
Preciso de um tempo.

/dança

A dança é uma sequencia de gestos, passos, saltos e outros movimentos corporais geralmente regulados por um ritmo musical ou voz. Pode ou não expressar estados afectivos. Pode ou não ser coreografada.
É uma forma de expressão corporal, que traz áquele que a pratíca grande paz de espírito e, em grupo, proporciona uma convivência social saudável.
É liberdade, pureza, meio de transmissão de sentimentos; alegria, tristeza, saudade, raiva, é amor, é ódio, é eu, é nós, é tudo e nada, mas difícil de explicar.
cada passo, cada gesto, cada movimentotraz consigo o que somos naquela altura ou o que queremos mostrar ser.
A dança é compreendida por todos os que dançam... desde o profissional até ao simples amador.