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segunda-feira, 23 de junho de 2014

/o monstro


Olho em frente e já não sinto o cheiro.
Caminho recto sem ver o destino do mapa traçado a giz como tinta permanente.
Busco o pulsar do mecanismo guardado no peito, tento alcançar a estrada de tijolos encarnados que a máquina bombeia em direção ao meu corpo e não a encontro. Perco-me no escuro deste vazio silêncio escutando o futuro de um passado não presente.

Fujo de mim para me encontrar...
Ba
to à porta e não estou. Ligo sem parar pro número que guardo com o meu nome e ninguém responde.

Já cá não estou...

Fui pelo caminho que afinal não existe. O caminho que pertence a uma memória de um amanhã sonhada ontem, em tempos, chamada para sempre.

Mas olho em frente e caminho recto mesmo sem me encontrar em mim. Sem o cheiro da felicidade presente, sem o local chamado amor à minha frente...
Mas vou... Sem olhar, sem ver, sem sequer acreditar...

Vou...

O monstro vai crescendo dentro de mim...

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